Apesar de Safra recorde, nada mudará no preço dos alimentos

A declaração vem do IBGE, que analisa o cenário global como decisivo
Imagem de mão tocando plantação de trigo, simbolizando safra

O número que provavelmente veremos para a safra agrícola este ano não servirá para fazer os brasileiros terem orgulho do preço que pagam no supermercado.

Safra no pódio

Nesta quinta-feira (07), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), avaliou que apesar da quase certa safra recorde em 2022, os alimentos continuarão caros. A declaração veio de Carlos Alfredo Guedes, responsável pelos dados agrícolas no órgão.

De acordo com a previsão, a produção agrícola brasileira deverá, provavelmente, encerrar o ano no patamar das 261,4 milhões de toneladas. No entanto, mesmo que se confirme, a análise indica que será o mercado global quem ditará as regras.

Leia mais:

PEC bilionária entra em votação sob muita polêmica

Fed sinaliza que deve haver novo ajuste na taxa de juros dos EUA

Contexto, por favor

Para Guedes, a alta caótica dos alimentos foi consequência, sobretudo, dos problemas logísticos e de demanda durante a pandemia. Contudo, mesmo com o cenário atual de retomada, outra crise continua impondo mais derrotas aos preços.

Apesar das atenções concentradas no petróleo, os conflitos entre Rússia e Ucrânia também afetam diretamente o cenário dos alimentos. Isto devido ao fato de ambos serem peças chaves na produção agrícola global.

Nesse sentido, a triste previsão do IBGE se baseia no fato de que, mesmo em recorde, a safra deste ano vai continuar sujeita à demanda externa. Portanto, por aqui, a política de preços seguirá alinhada à confusão no resto do globo.

Orgulho sem brilho

Mesmo assim, o setor continua a todo vapor, e a colheita no ano deverá atingir uma área de 72,5 milhões de hectares, equivalente à área da região Sul do país somada a parte do estado de São Paulo. Motivo de orgulho, mas sem muito reflexo no bolso…  

Inscreva-se na nossa newsletter!