Venture Capital e Private Equity: como investir em empresas que não estão na bolsa?

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Venture Capital e Private Equity: quais são as diferenças entre esses investimentos
(Foto: Getty Images)

Aqui na The Compass, já te mostramos como conseguir investidores para o seu negócio. No entanto, mais importante do que saber como encontrá-los, é necessário entender quais são as modalidades disponíveis. Neste cenário, private equity e venture capital são duas formas de conseguir recursos para empresas que não estão listadas na bolsa de valores.

Ao começar uma empresa, definir como monetizá-la é um processo que vem logo de cara. Porém, os investimentos são fundamentais para conseguir impulsionar a ideia e levá-la para outro patamar, seja por meio de recursos próprios ou de terceiros.

Atualmente, existem diversos meios de se tornar investidor de uma empresa de capital fechado e, por outro lado, de conseguir investimentos para um negócio em estágio inicial.

Com tantas opções disponíveis, o caminho mais simples é entender o momento de cada empresa e, a partir disso, determinar o tipo de investimento mais adequado.

O que é venture capital?

Se você já está inserido no mercado financeiro, é muito provável que já tenha ouvido falar sobre venture capital. Do ponto de vista das empresas, este tipo de investimento é bastante comum entre as startups e empresas iniciantes.

Ao contrário de outras modalidades que também são destinadas para negócios iniciantes, como o crowdfunding e as aceleradoras, este tipo de investimento é voltado para empresas que estão começando a crescer e que, portanto, já possuem alguns produtos e estratégias estruturados.

“Os fundos de venture capital tem um viés maior para empresas de tecnologia, B2B ou business escaláveis. Além da parte financeira, eles olham para as empresas e ajudam com estratégias para novas etapas”, explica Patricia Stille, cofundadora do Grupo Solum, uma holding especializada no mercado de investimentos alternativos.

Já olhando da perspectiva dos investidores, esta modalidade costuma ser mais “ousada”, porém, com possibilidades interessantes de retorno. Afinal, os riscos são maiores ao investir em empresas em estágio inicial e que ainda estão validando seus produtos no mercado.

O que é private equity?

Por outro lado, o private equity é voltado para as empresas que estão em estágios mais avançados, com produtos e modelo de negócio bem estruturados. Ou seja, naqueles projetos que já estão começando a decolar, mas que ainda precisam de um empurrãozinho.

“O private equity olha para empresas mais maduras, que já estão em um pré-IPO (processo de preparação para entrar na bolsa de valores). Eles são especialistas para apoiar a empresa para uma próxima etapa e pensar até em expansão para outros países”, esclarece Patricia.

Venture Capital e Private Equity: quais são as diferenças entre esses investimentos
(Foto: Grupo Solum)

Como investir em empresas que não estão na bolsa?

Por meio destas modalidades de investimento, hoje em dia é mais fácil investir em empresas que não estão listadas na bolsa de valores do que era há alguns anos. Afinal, existem diversas startups e empresas em crescimento que estão procurando pessoas que acreditem em seus negócios antes que eles se tornem gigantes.

“Hoje em dia existe muito mais acesso. Até então, esse tipo de investimento só estava restrito a uma maioria muito endinheirada”, conta a cofundadora do Grupo Solum.

Segundo ela, é importante pensar em um período de ao menos cinco anos antes de investir em uma empresa fora da bolsa de valores. Neste momento, existem duas perguntas que devem ser feitas:

  • “Eu tenho esse horizonte para colocar meu dinheiro nesta empresa?”
  • “Significa uma parte do meu patrimônio que eu não vou precisar usar?”

Se a resposta para as duas perguntas for sim, o próximo passo é pesquisar melhor sobre cada uma dessas duas categorias, entender qual se encaixa melhor no seu perfil e buscar empresas. Então, é necessário escolher uma plataforma para fazer esse investimento.

De acordo com Patricia, é possível investir nessas empresas por meio de plataformas de crowdfunding, grupos de investidores-anjos, como o Anjos do Brasil, ou associações universitárias.

Além disso, para aqueles que curtem desafios, há ainda a possibilidade de buscar essas empresas por conta própria e se dedicar para monitorá-la, estudá-la e produzir todas as burocracias necessárias, como os contratos, para se tornar um sócio.

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